A Wilson Simonalização da Cultura no Brasil:

Imagem

 

Para quem não sabe, Wilson Simonal foi um grande cantor da Música Popular Brasileira, principalmente nos estilos soul e funk. Ele é pai dos cantores Simoninha e Max de Castro. Simonal, talvez, seja o mais injustiçado artista brasileiro, assim como foi o goleiro Barbosa, da seleção que perdeu a Copa para o Uruguai em 1950.

Wilson Simonal teve sua carreira bruscamente modificada (para pior) quando um episódio envolvendo seu contador, que supostamente teria desviado dinheiro do cantor (nunca comprovado) e dois amigos seus, agentes do DOPS, acabou parando nos tribunais. Simonal ficaria para sempre alcunhado como delator, e sua carreira nunca mais seria a mesma, até sua morte no ano 2000.

Podemos chamar de Wilson Simonalização um processo que praticamente obriga artistas brasileiros a serem de esquerda, militantes dos direitos humanos, ambientalistas, politicamente corretos e toda essa baboseira neomarxista. E quem ousar questionar os dogmas vermelhos, será sumariamente tratado como o pior lixo da Humanidade.

Hoje, podemos citar os casos dos roqueiros Lobão, que acaba de lançar o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, que analisa as influências que o Movimento Modernista trouxe à Cultura Popular do nosso país, que desenvolveu uma dependência excessiva, e cristalizou os modernistas no poder como semideuses, e Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, libertário declarado. Os dois sofrem críticas que mais se assemelham a argumentuum ad hominem, pois não passam de ataques pessoais, sem consistência ideológica.

Um caso ao mesmo tempo oposto e semelhante é o do cantor Geraldo Vandré, que compôs a famosa e já desgastada canção Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, que virou hit entre militantes universitários, bichos-grilos e maconheiros em geral. Para justificar o uso da canção, criou-se uma mitologia em torno da vida de Vandré. Uns dizem que ele foi torturado, outros dizem que até arrancaram um de seus testículos na tortura, outros dizem que os traumas o afastaram dos palcos. Tudo bobagem! Vandré nunca foi contra os militares, é freqüentador assíduo do Clube Militar, nunca foi torturado e se afastou da MPB por conta da mediocridade que reina nesse meio. Palavras do próprio numa raríssima entrevista a Geneton Morais na Globo News.

Em suma, artistas brasileiros, dos cânones da MPB aos atores globais, são dominados pelo totalitarismo politicamente correto, que os impede de pensar fora da caixinha vermelha que os criou. E ai daqueles que contestarem! 

Anúncios

Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s