Educação com Honestidade

 

1984

De nada me envergonha ser conservador ou direitista, tampouco fosse eu rosa-cruz ou templário. Envergonhar-me-ia, pelo contrário, esconder o totalitarismo da análise marxista: uma parte integrante da paisagem intelectual por tanto tempo que é essencialmente inatacável – um dos traços menos atraentes das esquerdas é o seu tom de superioridade moral, sua insistência de que os dissidentes não estão apenas errados, mas histéricos.

Sim, isso é verdade. Mas antes de abordarmos o tema: as grandes questões da filosofia ocidental, e, sobretudo a relação da tradição com os horrores de uma civilização decadente, é preciso destacar o papel da idelogia marxista na educação brasileira.

É em parte pela instrução e pela educação que se aperfeiçoa ou se altera a alma do povo. Seria, portanto, necessário mostrar como o sistema atual tem modelado o comportamento dos indivíduos e como a massa dos indiferentes e dos neutros vem se tornando progressivamente um imenso exército de descontentes, prontos para seguir todas as sugestões dos utopistas e demagogos: a educação da geração atual justifica as previsões mais sombrias. Mesmo aqueles que a perceberam – ao longo de décadas da mais ampla e destrutiva doutrinação marxista – limitaram-se a criticá-la de passagem, sem lhe atribuir explicitamente uma importância decisiva para a destruição programada da educação nacional.

Com efeito, a Escola de Frankfurt é a seita-mestra de todos os cultos destrutivos engendrados pela Revolução Cultural: o socialismo extremo não é mais do que a outra face da atomização da sociedade – este processo conduziu à destruição do homem e sua identidade – é a partir de 1789 que o Mito da Revolução adquire um caráter pseudo-religioso; contrariando a ideia humanista da Iluminação que postulava o poder glorioso da Razão humana, o que anuncia a filosofia de Hegel é um novo Absoluto.

Portanto é necessário reverter essa situação degradante, extirpando das instituições de ensino essa mácula do comunismo internacional – a inversão da realidade só pode conduzir à negação do sagrado. Sem nenhuma originalidade particular os Partidos de Esquerda forjaram um ciclo de Revolução para as novas gerações – capaz de destruir qualquer agremiação política que tenta desafiar sua supremacia.

A escola forma hoje descontentes e anarquistas, preparando assim, para nosso povo, a hora da decadência. (Gustave Le Bon, in Psycologie des Foules – 1985).

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