A busca de uma espiritualidade iniciática

 

O começo da civilização européia é a emergência da cultura grega clássica, exemplificada pela passagem dos épicos homéricos até Sólon, as grandes tragédias clássicas e os fundamentos da civilização  moderna fornecidos por Platão –  a essência desse processo de desenvolvimento é a imagem grega de Prometeu, imagem caracterizada pela obra de Ésquilo: uma ascese do espírito; o que vale dizer que, comumente, muito daquilo que hoje consideramos como doutrina cristã tem suas origens na filosofia grega mais do que na tradição bíblica.

A teoria tradicional do simbolismo ainda está na base neoplatônica estabelecida por Iamblichus, Proclus e Damascius: a “animação” teúrgica dos ídolos parece estar entre as principais chaves para compreender como várias práticas reais e sacerdotais, relacionadas com o serviço ritual diário e o encontro com a presença divina nos templos, se desenvolveram no misticismo neoplatônico da Antiguidade. Sob esse aspecto: como meio de reintegração espiritual e unificação, a filosofia antiga é inseparável dos ritos hieráticos. Desse modo, aqueles estudiosos que seguem o caminho da tradição platônica estão  convencidos de que sua filosofia deriva, em última instância, das liturgias e rituais do templo egípcio e mesopotâmico, reinterpretados e revividos pelos neoplatônicos sob o nome de “teurgia”.
Nesse sentido, reconhecendo que o simbolismo e o ritual empregados pela Maçonaria são, em sua maioria, tradicionais e esotéricos – como era supostamente quando as guildas maçônicas projetaram e construíram as grandes catedrais da Europa – a transmissão desta ascese foi ensinada aos homens num tempo mítico. E isto é comum para todas as Tradições; se a Tradição dependesse só da transmissão ritual, há muito ela já estaria perdida na disputa de direito e regularidade iniciática; além disso, a filosofia antiga, na sua forma original pitagórica e platônica, não é simplesmente um modo de vida de acordo com o intelecto divino ou humano (nous). Mas, por isso mesmo, uma percepção metafísica abrangente da possibilidade de uma realização espiritual total a partir de nosso estado corpóreo, uma realização que pertenceu por natureza e função aos Mensageiros Divinos chamados pelas várias Tradições de Profeta, Rasul, Avatara, e Bodhisattva.

 

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Uma resposta para “A busca de uma espiritualidade iniciática

  1. As imagens usadas pelols gregos e romanos, eram representações de algo que psteriormente os hermeticos citaram como sendo a essência da alusão “…tal qual é acima é abaixo…”, ESSA IMAGENS SÃO PRENHES DO NUMENS, a essência divina que se opõe ao miasma, a ofensa ao que é divino por ser prenhe de morte e podridão, fato que gerou an ecessidade de abluções e banhos antse de rituais – e por consequente, por ser convertida a higiene em heresia, fato que gerou a multiplicação da peste negra.

    Estes costumes ritualísticos da estátuas trazem o numens divino pra um local e expandem pelo local este numens, e pro causa disso não praticar atal ato leva a presença do miasma em um determinado local.

    A antiguidade conta que a fonte das similaridades de todas as religiões está em um povo chamado GUTIANO, eles dominram a mesopotomia por 100 anos, e modificaram a religião dali, e migraram em direção nordeste e sudoeste, causando a similaridade dos cultos eslavos, hititias, celtas e nórdicos com o sumério, que foi originalmente modificado pelos gutianos.É por isso que temos os deuses eslavos cujo termo é tievas, aparentados com os hindo ários Devas, similar e aparentado com o Tiwhaz, deus Tir, cujo nome significa Deus, cujo outro nome é Ziu, que o coloca como o mais antigo ancestral do deus Zeus.

    É por isso também que temos a Yggdrasil nórdica, a Halupu suméria, a lenda incrivelmente similar da decida de Dumuzi ao Arallu e seu resgate por Inanna, que é aparentada com a lenda do Brosingamen nórdica, ou o deus Aesus dos celtas e a absorção da religião celta de Vanes na forma dos Vanires nórdicos, e é por isso que o mais antigo povo que adorou o deus odin sob o nome de Gudan, os Godos, ancestrais dos espanhóis e portugueses,são expressões longínquas da migração gutiana.

    Esta divindades só respondem aos atavismos de cada povo, e são a chave da liberdade de cada pessoa, homem ou mulher, de cada país e região do planeta.

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